Vocabulário IT, sem jargão.
Definições claras dos termos de cibersegurança, conformidade e tecnologia que mais aparecem nos nossos projetos: NIS2, ENS, EDR, Zero Trust e mais.
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NIS2
NIS2 é a Diretiva (UE) 2022/2555 sobre medidas para um elevado nível comum de cibersegurança na União. Estabelece obrigações para entidades essenciais e importantes abrangidas sobre gestão de riscos, governo, notificação de incidentes e supervisão, enquanto os Estados-Membros a implementam através de direito nacional. Aplicabilidade depende de setor, tipo, dimensão, jurisdição e regras específicas; fornecer tecnologia a um cliente abrangido não coloca automaticamente qualquer prestador na mesma categoria. Conformidade exige evidência organizacional e técnica, risco de fornecedores, continuidade e processos de reporte, não um certificado ou ferramenta. Uma definição não determina se uma organização está no âmbito. Devem consultar-se diretiva vigente, legislação nacional e orientação competente para cada entidade, serviço e país, com apoio qualificado quando necessário.
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Esquema Nacional de Segurança (ENS)
O Esquema Nacional de Segurança (ENS) é o quadro espanhol que estabelece princípios e requisitos de segurança para sistemas do setor público e para entidades abrangidas quando prestam serviços ou fornecem soluções. A categoria do sistema e o âmbito determinam medidas, responsabilidades e forma de avaliação; não basta aplicar uma lista genérica de controlos. Conformidade ou certificação deve ser verificada sobre a entidade, sistema, categoria, âmbito e validade concretos. O ENS não é uma certificação universal da empresa nem garante ausência de incidentes. Uma organização deve manter política, análise de riscos, declaração de aplicabilidade, evidências, gestão de terceiros, incidentes e melhoria. Para um contexto português ou internacional, é importante não apresentar o ENS espanhol como substituto automático da legislação e dos referenciais aplicáveis localmente.
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DORA
DORA, o Regulamento (UE) 2022/2554 sobre resiliência operacional digital do setor financeiro, estabelece requisitos harmonizados para entidades financeiras abrangidas sobre risco TIC, incidentes, testes de resiliência, risco de terceiros e partilha de informação. Aplica-se desde 17 de janeiro de 2025. Também cria supervisão europeia para prestadores terceiros de serviços TIC designados críticos; isso não significa que qualquer fornecedor tecnológico seja diretamente supervisionado ou certificado. O âmbito depende da entidade, serviço, função e relação contratual concretos. Conformidade exige governo, evidências, registos, contratos e testes proporcionais, não a compra de uma ferramenta. Aplicabilidade e interpretação devem ser confirmadas no texto oficial vigente e com apoio competente para cada organização, pois uma definição não determina uma obrigação jurídica específica.
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RGPD
O RGPD, Regulamento (UE) 2016/679, regula a proteção das pessoas singulares no tratamento de dados pessoais e a livre circulação desses dados. Aplica-se conforme atividade, estabelecimento, pessoas afetadas e alcance territorial concretos. Obrigações podem incluir princípios, fundamento jurídico, transparência, direitos, segurança, subcontratantes, registos, avaliações e notificação de violações, segundo o tratamento. Conformidade não consiste em publicar uma política ou comprar uma ferramenta. A organização deve conhecer finalidades, dados, fluxos, conservação, destinatários e responsáveis e demonstrar decisões proporcionais ao risco. Anonimização, pseudonimização e cifragem não são equivalentes. Uma definição geral não determina obrigações de um caso; devem consultar-se texto vigente, autoridades competentes e aconselhamento qualificado quando necessário.
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EDR (Endpoint Detection and Response)
EDR (Endpoint Detection and Response) regista atividade em computadores e servidores para detetar, investigar e responder a comportamentos suspeitos. Ao contrário de um antivírus centrado em ficheiros conhecidos, pode relacionar processos, ligações, identidades e alterações, embora capacidades variem por produto e licença. O agente precisa de cobertura, atualização e comunicação; um dispositivo sem telemetria não deve aparecer como saudável. Isolar um endpoint ou terminar um processo pode conter um incidente, mas também interromper operações e requer regras de autorização. A implementação combina inventário, políticas, retenção, funções, testes e escalamento humano. EDR não substitui patches, cópias ou privilégio mínimo. A eficácia valida-se com cenários controlados e seguimento desde o sinal até investigação, contenção e recuperação.
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XDR (Extended Detection and Response)
XDR (Extended Detection and Response) combina sinais de vários domínios, como endpoints, identidade, correio, rede e cloud, para apoiar deteção, investigação e resposta. Produtos diferem nos dados que ingerem, retêm e correlacionam, por isso a designação não define cobertura. XDR pode reduzir esforço quando identidades, tempos e ativos reconciliam, mas automação também pode propagar uma decisão errada. A implementação identifica fontes autoritativas, ativos ausentes, permissões, retenção, escalamento e ações que exigem aprovação. Conteúdo de deteção precisa de afinação ao ambiente e ameaças. Validação usa cenários conhecidos e segue cada evento desde recolha até alerta e contenção. Uma consola vazia pode significar ausência de ameaça, ponto cego ou conector falhado.
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MDR (Managed Detection and Response)
MDR (Managed Detection and Response) é um serviço em que um fornecedor apoia operação de deteção, investigação e resposta com telemetria e ferramentas acordadas. O âmbito pode incluir endpoints, identidade, rede ou cloud, mas não se deve presumir cobertura total ou atendimento contínuo se o contrato não o indicar. MDR e EDR não são equivalentes: um descreve operação gerida e o outro capacidade tecnológica. Antes de contratar devem definir-se fontes, horários, severidades, contactos, autoridade para conter, preservação de evidência e responsabilidades do cliente. Integrações e agentes precisam de monitorização porque uma fonte parada reduz visibilidade. A avaliação segue cenários simulados desde deteção até fecho e mede qualidade e tempo de decisão. Mais alertas ou uma consola atendida não garantem menor risco.
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SOC (Centro de Operações de Segurança)
Um SOC (Security Operations Center ou centro de operações de segurança) coordena monitorização, triagem, investigação e resposta a eventos de segurança. Pode ser interno, externo ou híbrido e usar SIEM, EDR e outras fontes, mas horário, autoridade e cobertura dependem do modelo acordado. Um SOC não vê ativos sem telemetria nem corrige automaticamente vulnerabilidades. A operação deve definir fontes, casos de uso, severidades, contactos, escalamento, preservação de evidência e ações autorizadas. Saúde dos conectores e qualidade dos dados precisam de monitorização separada dos alertas. Exercícios controlados validam desde a geração do evento até contenção e recuperação. Mais alertas ou atendimento permanente não garantem menor risco se contexto, decisões e responsabilidades não estiverem claros.
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SIEM (Security Information and Event Management)
Um SIEM (Security Information and Event Management) recolhe, normaliza e correlaciona eventos de várias fontes para apoiar deteção, investigação e evidência. Pode reunir identidades, endpoints, servidores, aplicações, rede e cloud, mas apenas vê dados que chegam com qualidade suficiente. Instalar conectores ou regras predefinidas não garante cobertura: relógios, campos, retenção, volume e contexto dos ativos precisam de controlo. A implementação deve definir fontes prioritárias, casos de uso, responsáveis, escalamento e limites de privacidade. Regras são afinadas com testes autorizados e com os falsos positivos observados. Métricas úteis incluem saúde das fontes, atraso de ingestão e tempo de investigação. Um painel sem alertas pode representar ausência de incidente, uma regra inadequada ou uma fonte interrompida; estes estados não devem ser confundidos.
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Zero Trust
Zero Trust é uma abordagem de segurança que evita confiar automaticamente pela localização da rede e exige verificação explícita de identidade, dispositivo, contexto e autorização em cada acesso relevante. Não é um produto, outro nome para VPN nem uma ordem para bloquear tudo. A implementação combina inventário, identidade forte, privilégio mínimo, segmentação, proteção de dispositivos, políticas, registos e resposta. Decisões dependem de sinais cuja qualidade e disponibilidade precisam de monitorização; dados ausentes não devem tornar-se confiança silenciosa. A adoção costuma ser gradual, começando por recursos e percursos de maior risco, com exceções visíveis e recuperação. A validação testa acessos permitidos e negados, perda de sinais e revogação. Comprar uma ferramenta chamada Zero Trust não prova que os fluxos seguem estes princípios.
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MFA (Autenticação multifator)
MFA (autenticação multifator) exige provas de categorias diferentes, por exemplo algo que a pessoa sabe, possui ou é, antes de conceder acesso. Dois passos da mesma categoria podem não oferecer a mesma resistência. MFA reduz impacto de palavras-passe roubadas, mas métodos diferem: códigos e notificações podem sofrer phishing ou fadiga, enquanto opções resistentes a phishing usam autenticação ligada ao serviço. A implementação deve cobrir contas privilegiadas, recuperação, novos dispositivos, exceções, perda de fator e revogação. Um processo de suporte fraco pode contornar o controlo mais forte. Registos e alertas ajudam a detetar abuso, sem assumir que cada rejeição é ataque. Testes incluem inscrição, acesso, recuperação e remoção. MFA complementa privilégio mínimo e gestão de sessão; não torna automaticamente seguro o dispositivo.
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DLP (Prevenção de perda de dados)
DLP (Data Loss Prevention ou prevenção de perda de dados) reúne políticas, classificação e controlos destinados a detetar e reduzir a saída indevida de informação sensível. Pode analisar email, navegação, aplicações cloud, endpoints, impressão ou dispositivos removíveis e aplicar ações como alertar, justificar, cifrar ou bloquear. Nenhuma regra evita todas as fugas: contexto insuficiente produz falsos positivos e canais não cobertos criam pontos cegos. Um programa DLP começa por saber que dados existem, quem os utiliza, onde podem circular e quais exceções são legítimas. As regras devem ser testadas, revistas e ligadas a um processo de investigação. DLP complementa identidade, privilégios, formação, contratos e resposta a incidentes; não substitui governo de dados nem decisão jurídica sobre o tratamento.
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Ransomware
Ransomware é malware ou uma operação de extorsão que bloqueia sistemas, cifra informação ou ameaça divulgar dados para exigir pagamento. Um incidente pode combinar acesso inicial, roubo de credenciais, movimento lateral, exfiltração e sabotagem de cópias antes da nota de resgate. Antivírus e backups ajudam, mas não bastam isoladamente. Preparação inclui MFA resistente, privilégio mínimo, segmentação, atualização, registos, deteção e cópias isoladas com restauros testados. O plano define decisões, preservação de evidência, comunicações, obrigações e recuperação de processos prioritários. Pagar não garante recuperar dados nem evita publicação. Validação útil usa exercícios e restauros medidos; um trabalho de backup concluído não prova que o conteúdo seja recuperável ou limpo.
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Phishing
Phishing é engenharia social que imita uma pessoa, serviço ou processo de confiança para obter credenciais, conseguir transferências, aprovar acesso ou executar conteúdo malicioso. Pode chegar por correio, mensagens, voz, códigos QR ou sites convincentes e usar conversas reais. Filtragem e formação reduzem exposição, mas nenhuma deteta todas as tentativas. MFA ajuda, embora algumas técnicas roubem sessões ou abusem de aprovações. Defesa combina identidade protegida, verificação de pagamentos e mudanças, canais simples de reporte, controlos de correio e browser e resposta rápida. Simulações devem ser autorizadas e medir capacidade de informar e conter, não apenas contar cliques ou culpar utilizadores. Velocidade de reporte, contenção e falhas repetidas do processo são sinais mais úteis.
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Regra de backup 3-2-1
A regra de backup 3-2-1 recomenda manter três cópias dos dados, em dois tipos de suporte, com uma cópia fora do local principal. É um princípio de diversificação, não uma garantia de recuperação nem uma configuração única. Cópias sincronizadas com as mesmas credenciais ou vulneráveis ao mesmo erro podem falhar juntas; imutabilidade e isolamento podem reforçar uma das cópias, mas não substituem validação. O desenho deve partir de RPO, RTO, dependências, retenção, cifragem, capacidade e responsáveis. Cada trabalho precisa de monitorização e os erros devem chegar a alguém capaz de atuar. Testes de restauro usam sistemas e volumes representativos, confirmam integridade e medem tempo. Contar três ficheiros não prova que existam três cópias independentes e recuperáveis.
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RPO e RTO
RPO (Recovery Point Objective) e RTO (Recovery Time Objective) são objetivos de continuidade diferentes. RPO exprime a quantidade máxima aceitável de dados perdidos após uma interrupção, normalmente como intervalo até ao último estado recuperável. RTO exprime quanto tempo um processo pode ficar indisponível antes de recuperar um nível aceitável. Ambos se definem por processo, não por ferramenta, porque faturação, produção e correio podem exigir valores distintos. Frequência de cópia influencia RPO; capacidade e dependências influenciam RTO, mas uma cópia concluída não prova nenhum deles. A organização deve mapear dependências, definir critérios de aceitação e executar recuperações cronometradas. Evidência de teste e exceções registadas valem mais do que funcionalidades do fornecedor ou um plano nunca exercitado.
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vCISO (CISO virtual)
Um vCISO (virtual Chief Information Security Officer) presta liderança de segurança de forma externa ou fracionada. Pode ajudar a definir estratégia, riscos, políticas, prioridades, métricas, resposta a incidentes e coordenação com direção, IT, fornecedores, auditoria e conformidade. O papel não equivale automaticamente a operação diária de ferramentas nem transfere para o consultor a responsabilidade legal da organização. O âmbito deve indicar autoridade, disponibilidade, entregáveis, acesso a informação, conflitos e relação com os responsáveis internos. Para ser útil, o vCISO trabalha sobre evidências do ambiente e mantém um plano com proprietários e datas, em vez de produzir apenas documentos genéricos. Certificações, experiência setorial e independência devem ser confirmadas quando forem requisitos da contratação.
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SD-WAN
SD-WAN (Software-Defined Wide Area Network) utiliza controlo por software e políticas centrais para encaminhar tráfego entre sedes, centros de dados e cloud através de uma ou várias ligações. Pode selecionar caminhos conforme aplicação, qualidade, custo ou disponibilidade e criar uma sobreposição cifrada, dependendo da solução. Não melhora uma ligação física saturada nem garante desempenho por si só: a rede subjacente, os destinos e a configuração continuam a limitar o serviço. Também não substitui automaticamente firewall, identidade ou segmentação. O desenho deve considerar aplicações, latência, perda, capacidade durante falhas, endereçamento, saída local, observabilidade e gestão fora de banda. Testes de corte e recuperação confirmam se políticas e sessões se comportam como previsto antes de retirar circuitos ou equipamentos anteriores.
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Microsoft 365
Microsoft 365 é uma família de serviços cloud e aplicações por subscrição que pode incluir Exchange Online, Teams, SharePoint, OneDrive e Office, conforme a licença. Capacidades de segurança, conformidade, armazenamento e gestão variam por plano e configuração e não devem ser inferidas apenas pelo nome. A Microsoft opera a plataforma, enquanto o cliente mantém responsabilidades sobre identidades, permissões, dispositivos, partilha, governo e escolhas de retenção ou recuperação. A adoção deve definir proprietário do tenant, funções administrativas, MFA, convidados, ciclo de vida e saída. Reciclagem e retenção nativas não equivalem automaticamente a uma cópia independente. Licenciamento, configuração, monitorização e comportamento dos utilizadores determinam o resultado operacional mais do que a simples migração de correio e ficheiros.
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Teste de penetração (pentest)
Um teste de penetração (pentest) é uma avaliação autorizada que tenta explorar vulnerabilidades dentro de um âmbito e período definidos para demonstrar caminhos de ataque e impacto. Difere de uma simples análise automática porque inclui validação e raciocínio humano, mas não prova ausência de falhas fora do que foi testado. Antes de começar devem acordar-se sistemas, exclusões, dados, horários, contactos, limites, paragem e tratamento de evidência. Produção pode exigir técnicas restritas para evitar interrupção. O relatório separa achados confirmados, risco, evidência e correção, sem transformar acesso obtido em dano desnecessário. Depois da remediação, reteste verifica os pontos relevantes. Um certificado de execução ou ferramenta usada não garante cobertura, qualidade ou segurança contínua.
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Segmentação IT/OT
A segmentação IT/OT separa e controla as comunicações entre tecnologia de informação empresarial e tecnologia operacional usada em produção, energia, edifícios ou logística. O objetivo não é criar duas redes sem contacto, mas permitir apenas os fluxos necessários, com proprietários e regras documentadas. Um projeto começa pelo inventário de ativos, protocolos, acessos remotos, dependências e consequências operacionais. Zonas e condutas, firewalls industriais, monitorização e bastions podem fazer parte do desenho, conforme o ambiente. Alterações devem ser testadas numa área representativa com produção informada e possibilidade de reversão. Equipamentos legacy, fabricantes externos e requisitos de segurança funcional exigem tratamento específico. A segmentação reduz propagação e exposição, mas não substitui patches, cópias, identidade ou resposta a incidentes.
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SCADA
SCADA (Supervisory Control and Data Acquisition) monitoriza processos industriais e permite supervisão ou controlo autorizado através de dispositivos de campo, comunicações, servidores e interfaces de operador. É usado em energia, água e indústria, mas arquitetura e responsabilidades de segurança variam. SCADA nem sempre é o controlador do processo, e “tempo real” depende do requisito operacional. A conectividade cria visibilidade e também dependências e vias de ataque. Segurança deve começar por inventário, fluxos, segmentação, acesso remoto controlado, cópias, registos e mudanças testadas que respeitem disponibilidade e safety. Protocolos antigos e janelas reduzidas exigem cautela. A validação cobre qualidade dos dados, alarmes, perda de comunicações, operação manual e recuperação, não apenas o dashboard.
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OEE (Eficiência global dos equipamentos)
OEE (Overall Equipment Effectiveness ou eficiência global dos equipamentos) é um indicador de produção normalmente calculado como disponibilidade multiplicada por desempenho e qualidade. Mostra que parte do tempo planeado produziu unidades boas ao ritmo ideal definido. O valor depende das definições de tempo planeado, paragens, ciclo ideal e unidade boa, por isso linhas ou empresas podem não ser comparáveis. OEE não explica causa raiz e não deve incentivar ocultação de paragens ou defeitos. As equipas usam componentes e perdas para orientar investigação e verificam melhorias com evidência operacional. Recolha de dados, códigos de motivo e controlo de alterações importam tanto como a fórmula. Uma subida só é útil quando segurança, qualidade, procura e manutenção continuam aceitáveis.
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Indústria 4.0
Indústria 4.0 descreve a integração de sistemas físicos, automação, sensores, dados e conectividade para tornar processos industriais mais observáveis e adaptáveis. Pode incluir IIoT, análise, robótica, cloud ou edge, mas não é um produto único nem exige substituir toda a fábrica. O valor depende de um problema operacional definido, dados fiáveis e capacidade de agir sobre o resultado. Ligar equipamentos também cria dependências e vias de ataque, especialmente em sistemas antigos. Um projeto deve mapear ativos, fluxos, segurança, safety, propriedade dos dados, integração e operação manual durante falhas. Pilotos precisam de métricas de produção, qualidade, manutenção e energia, não apenas dashboards. Escalar exige suporte, versões e formação. Mais dados ou conectividade não garantem produtividade sem mudança de processo validada.
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WMS (Sistema de gestão de armazém)
Um WMS (Warehouse Management System ou sistema de gestão de armazém) coordena receção, arrumação, reposição, picking, embalagem e expedição. Pode trocar pedidos e movimentos com ERP, transporte, automação, operadores e clientes. O registo só é fiável quando dados mestres, leitura, interfaces e exceções são controlados. Cobertura sem fios, terminais, impressoras e identidade podem ser tão críticos como a aplicação. Antes de implementar devem definir-se localizações, unidades, lotes ou séries, funções, cut-offs e operação durante falha de integração ou dispositivo. Testes seguem percursos físicos completos e reconciliam quantidades e estado entre sistemas. Ecrãs mais rápidos não garantem throughput; layout, carga, formação, dados e processo devem ser medidos em conjunto.
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POS (Ponto de venda)
Um sistema POS (ponto de venda) regista vendas e pode coordenar produtos, preços, impostos, stock, recibos e dispositivos de pagamento. Caixa, aplicação, rede, terminal e back-office podem ter proprietários e falhas diferentes. O terminal de cartão é apenas um componente, e processar pagamento não prova atualização de inventário ou contabilidade. O desenho deve separar dados de pagamento quando necessário, restringir acessos, manter software suportado e definir operação offline. Disponibilidade considera energia, conectividade, periféricos, credenciais e reconciliação após recuperação. Suporte deve identificar o componente afetado antes de substituir equipamento. Testes cobrem venda, devolução, recibo, stock e recuperação. Âmbito de segurança depende do fluxo real de dados, não apenas do nome POS.
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Omnicanalidade
Omnicanalidade coordena canais físicos e digitais para que uma pessoa continue uma interação sem perder contexto quando o processo o permite. Identidade, catálogo, stock, pedidos, apoio e devoluções podem ser partilhados, mas todos os canais não precisam de funções idênticas. O desafio é alinhar dados, regras e responsabilidade, não apenas acrescentar uma aplicação. Antes de implementar devem definir-se percursos prioritários, sistemas mestres, atualização de inventário, consentimento, exceções e comportamento quando uma integração falha. Medidas como abandono, resolução, precisão de stock e tempo de ciclo devem ser avaliadas por percurso. Uma visão única errada pode prejudicar mais do que canais separados, por isso reconciliação, qualidade do dado e uma via manual de recuperação são requisitos operacionais.
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VLAN
Uma VLAN (rede local virtual) cria um domínio lógico de broadcast de camada 2 em equipamentos compatíveis. Pode separar utilizadores, voz, convidados, gestão ou dispositivos sem um switch físico por grupo. VLANs organizam tráfego, mas não aplicam segurança automaticamente: comunicação entre elas depende de routing, firewall e controlos. Tags, VLAN nativa, trunks e listas permitidas devem coincidir nos enlaces, enquanto portas finais usam a VLAN prevista. Configuração incorreta pode causar fuga, loops ou perda de ligação. O desenho documenta identificadores, sub-redes, gateways, DHCP, proprietário e fluxos permitidos. A validação comprova isolamento e comunicação necessária em portas e redes sem fios reais. Um diagrama não basta sem reconciliação com configuração e política.
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Modelo Purdue
O Modelo Purdue organiza funções industriais em níveis, desde processo físico e controlo até operações e sistemas empresariais, para ajudar a pensar em dependências e separação. É uma referência conceptual, não um mapa universal nem uma regra de que toda comunicação deve seguir uma hierarquia rígida. Ambientes modernos podem incluir cloud, acesso remoto, IIoT e sistemas de safety que exigem representação explícita. O desenho deve partir de ativos e fluxos reais, zonas, conduítes, proprietários e impacto operacional. Colocar uma firewall entre níveis não garante segmentação se existem rotas alternativas ou regras amplas. Inventário e diagramas precisam de reconciliação com configuração. Testes autorizados verificam comunicações necessárias e bloqueadas, operação durante perda de ligação e recuperação, respeitando safety e disponibilidade do processo.
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SLA (Acordo de nível de serviço)
Um SLA (Service Level Agreement ou acordo de nível de serviço) regista compromissos mensuráveis entre cliente e fornecedor para um serviço definido. Pode incluir horário, disponibilidade, tempo de resposta, prioridade, resolução, manutenção, exclusões, dependências e forma de medição. “Resposta” não significa necessariamente “resolução”, e um valor médio pode esconder incidentes críticos; cada métrica precisa de início, pausa, fonte de dados e fuso horário claros. O acordo também deve distinguir obrigações do fornecedor e do cliente, por exemplo acesso, aprovação ou informação necessária. Penalizações não substituem continuidade nem corrigem um objetivo mal desenhado. A revisão usa relatórios reconciliados, exceções explicadas e tendência, não apenas percentagens verdes. Um SLA só é útil quando reflete o impacto real, é operacionalmente possível e conduz a ações definidas.
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Serviços IT geridos (MSP)
Serviços IT geridos atribuem a um fornecedor, normalmente designado MSP, operações tecnológicas recorrentes. O âmbito pode incluir helpdesk, monitorização, patches, backup, identidade, administração cloud ou segurança, mas a designação não define ferramenta, horário, tempo de resposta ou preço. Em comparação com suporte reativo, o modelo procura trabalhar com inventário, prevenção, alertas, procedimentos e revisão periódica. Um acordo útil identifica sistemas incluídos, responsáveis, prioridades, janelas de manutenção, escalamento a fabricantes, evidências, gestão de alterações e condições de saída. As métricas precisam de fonte e período conhecidos, e telemetria ausente não deve ser apresentada como estado saudável. O serviço pode substituir uma função interna ou complementá-la, desde que as responsabilidades entre cliente, fornecedor e terceiros fiquem explícitas.
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Outsourcing IT
Outsourcing IT significa atribuir a um fornecedor externo algumas ou todas as funções tecnológicas. Pode abranger perfis, helpdesk, administração, segurança, projetos ou coordenação; não transfere necessariamente estratégia nem todo o departamento. Ao contrário de uma intervenção pontual, estabelece responsabilidades continuadas. Antes de contratar devem definir-se âmbito, propriedade de ativos e dados, horários, escalamento, métricas, acessos, subcontratados, saída e coordenação interna. O fornecedor permanece sujeito a prioridades e controlos acordados. Expressões como departamento IT externo não garantem cobertura nacional, tempos de resposta ou modelo de equipa. Um acordo sólido torna exclusões, dependências e responsabilidades do cliente visíveis e testa como conhecimento e acessos serão devolvidos no fim.
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Virtualização
A virtualização abstrai recursos físicos para executar máquinas virtuais ou outros ambientes isolados sobre um hipervisor. Permite consolidar cargas, atribuir CPU, memória, armazenamento e rede e mover responsabilidades para uma camada comum de gestão. Não cria capacidade ilimitada nem disponibilidade automática: contenção, drivers, licenças, armazenamento, rede e domínio de falha continuam relevantes. Um snapshot facilita mudanças de curto prazo, mas não substitui uma cópia independente nem um processo de recuperação testado. O desenho deve mapear cargas, dependências, reservas, crescimento, acesso administrativo e comportamento quando um host falha. Monitorização do convidado e do hipervisor responde a perguntas diferentes. A validação mede desempenho e recuperação com carga representativa. Consolidar muitos serviços também concentra impacto, pelo que redundância e operação precisam de evidência.
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Alta disponibilidade (HA)
Alta disponibilidade (HA) é uma abordagem de arquitetura que reduz interrupções ao remover pontos únicos de falha e usar redundância, verificações de estado e comutação. Pode abranger energia, rede, computação, armazenamento e aplicação; duplicar um componente não torna disponível todo o serviço. Uma percentagem de disponibilidade precisa de período, exclusões e fronteira definidos, pois é um objetivo mensurável e não uma funcionalidade automática. HA também não substitui backup ou recuperação de desastre: um erro replicado pode afetar vários nós. O desenho deve analisar quórum, capacidade degradada, consistência, manutenção e retorno ao nó principal. Testes controlados de falha e tempos observados confirmam se as dependências continuam utilizáveis.
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Recuperação de desastres (DR)
Recuperação de desastres (Disaster Recovery ou DR) é o conjunto de planos, pessoas, tecnologia e procedimentos para restaurar sistemas e dados após uma interrupção grave. Deve partir de processos prioritários, dependências e objetivos RPO e RTO aprovados, não apenas de uma ferramenta de replicação. Cópia de segurança, alta disponibilidade e DR são complementares: dados disponíveis não garantem que identidade, rede, aplicações e equipas consigam operar. O plano precisa definir declaração do desastre, responsabilidades, comunicação, ordem de recuperação, critérios de aceitação e retorno ao ambiente normal. Testes regulares e cronometrados devem incluir falhas plausíveis e registar resultados e exceções. Um documento nunca exercitado ou uma réplica que partilha as mesmas credenciais pode criar confiança sem capacidade real de recuperação.
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Plano de continuidade de negócio (BCP)
Um plano de continuidade de negócio (BCP) define como produtos e processos prioritários continuam ou recuperam durante uma interrupção. Parte de uma análise de impacto que identifica tempos, dependências, recursos mínimos e alternativas; não é apenas um documento de IT. O plano atribui responsáveis, critérios de ativação, comunicações, locais, fornecedores, trabalho manual e regresso à normalidade. Backup, recuperação de desastre, redundância e gestão de crise apoiam partes diferentes. As prioridades devem considerar pessoas, instalações, dados, tecnologia e terceiros. Um plano cujos contactos ou acessos dependem do sistema afetado pode falhar. Exercícios de mesa e testes operacionais validam pressupostos, tempos e decisões e geram ações corretivas. A existência do documento não demonstra capacidade de continuidade se não estiver atualizado, acessível e testado.
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Backup imutável
Um backup imutável é uma cópia de recuperação protegida contra alteração ou eliminação durante um período de retenção definido, incluindo ações administrativas correntes. A imutabilidade reduz o risco de ransomware ou de uma conta comprometida destruir todas as cópias, mas a implementação depende do armazenamento, das credenciais e dos controlos de retenção. Não prova que os dados capturados estejam completos, limpos ou recuperáveis; uma origem mal configurada pode conservar conteúdo inútil. O desenho deve separar funções, proteger identidades de backup, definir bloqueios, monitorizar falhas e manter uma via independente quando adequado. Capacidade e retenção legal também exigem planeamento. Testes de recuperação verificam cargas reais, integridade, dependências e tempo; uma tarefa concluída apenas prova que houve cópia.
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Firewall
Uma firewall aplica regras ao tráfego entre redes, zonas ou cargas para permitir, bloquear e registar comunicações. Pode operar por endereços e portas e, em produtos de nova geração, reconhecer aplicações, utilizadores ou conteúdo, conforme licenças e configuração. A presença do equipamento não garante proteção: regras amplas, firmware antigo, administração exposta ou registos não revistos criam risco. O desenho deve partir dos fluxos necessários, negar o restante, separar gestão e documentar proprietário, justificação e validade de cada exceção. Inspeção cifrada exige avaliação técnica, privacidade e capacidade. Revisões periódicas, cópia da configuração, alertas e testes de recuperação são essenciais. Uma firewall complementa identidade, endpoint, segmentação e monitorização; não substitui essas camadas.
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VPN (Rede privada virtual)
Uma VPN (Virtual Private Network ou rede privada virtual) cria um túnel protegido entre utilizadores, locais ou redes através de uma infraestrutura não confiável, normalmente a internet. Pode cifrar tráfego e autenticar extremos, mas não torna seguro um dispositivo comprometido nem controla por si só o que o utilizador faz após entrar. Existem VPN de acesso remoto e site-to-site, com protocolos, rotas e modelos de confiança diferentes. O desenho deve definir identidade, MFA, redes permitidas, DNS, divisão de túnel, registos, capacidade e revogação. Dar acesso a toda a rede aumenta o impacto de credenciais roubadas; privilégios mínimos e segmentação reduzem exposição. A validação verifica rotas, resolução de nomes, aplicações, perda de ligação e remoção de acesso. Um túnel estabelecido não demonstra que o percurso ou as permissões sejam corretos.
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SAN (Rede de área de armazenamento)
Uma SAN (Storage Area Network ou rede de área de armazenamento) fornece conectividade de blocos entre servidores e armazenamento partilhado, normalmente por Fibre Channel ou iSCSI. Os hosts veem volumes lógicos, não partilhas comuns de ficheiros. Pode centralizar capacidade e apoiar clusters, mas desempenho e disponibilidade não são automáticos: controladores, redes, caminhos, zoning, multipathing e cargas precisam de desenho conjunto. A redundância deve evitar falhas comuns e ser testada. Acessos, firmware, monitorização, snapshots e backup têm papéis distintos; um snapshot no mesmo sistema não é uma cópia independente. O dimensionamento usa latência, throughput, IOPS, filas e crescimento. Gestão de mudanças reduz o risco de uma alteração afetar muitos sistemas.
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Helpdesk
O helpdesk é o ponto de contacto que regista, classifica e acompanha incidentes e pedidos dos utilizadores. Pode resolver em primeira linha ou encaminhar para especialistas, fabricantes ou responsáveis internos, mantendo histórico e comunicação. A designação não garante por si só horário, SLA ou resolução ilimitada; essas condições dependem do âmbito contratado. A operação deve definir categorias, prioridades, canais, dados mínimos, escalamento, propriedade e critérios de fecho. Métricas como primeira resposta, resolução, reabertura e satisfação precisam de período, fonte e exclusões. Uma fila vazia também não prova que tudo funciona, pois pode revelar pouca adoção ou monitorização ausente. O helpdesk concentra-se no suporte, enquanto um service desk costuma incluir processos de serviço mais amplos.
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Endpoint
Um endpoint é um dispositivo ou carga que comunica numa rede e atua como ponto de origem ou destino, como portátil, desktop, telemóvel, servidor, máquina virtual ou equipamento especializado. A definição pode variar por ferramenta, por isso o inventário deve indicar quais tipos estão incluídos e qual o respetivo responsável. Endpoints processam identidades e dados e podem tornar-se via de entrada, mas instalar um agente não garante proteção completa. Gestão eficaz combina inventário, configuração, atualizações, cifragem, privilégios, proteção, registos e resposta a incidentes. Dispositivos sem suporte, temporários ou sem agente precisam de tratamento explícito. Cobertura deve ser reconciliada entre fontes e estados; “zero alertas” num endpoint que deixou de comunicar não significa que esteja saudável.
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Hiperconvergência (HCI)
Hiperconvergência (HCI) combina computação, armazenamento definido por software e virtualização em nós geridos como um conjunto. Pode simplificar expansão e operação ao usar blocos semelhantes, mas não elimina dependências de rede, licenças, capacidade ou domínio de falha. Adicionar um nó aumenta recursos segundo regras do produto e pode não resolver o componente realmente saturado. O desenho deve separar capacidade útil de bruta, considerar replicação, crescimento, manutenção, compatibilidade e comportamento durante falhas. Gestão central facilita mudanças, mas também concentra privilégios. Cópias, snapshots e redundância interna têm funções diferentes; dados replicados no mesmo cluster não são uma recuperação independente. Testes devem medir cargas reais, reconstrução, perda de nó, atualização e restauro. Simplicidade comercial não substitui dimensionamento nem procedimentos operacionais.
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VoIP (Voz sobre IP)
VoIP (Voice over IP ou voz sobre IP) transporta sinalização e áudio de chamadas através de redes de dados em vez de uma linha telefónica dedicada tradicional. Uma solução pode incluir terminais, softphones, PBX, operador SIP, numeração e integrações empresariais, mas estes componentes têm responsabilidades distintas. A qualidade depende de latência, perda, jitter, codecs, capacidade e prioridade de tráfego; maior largura de banda não corrige todos os problemas. O desenho deve ainda considerar segurança das contas, fraude, cifragem compatível, gravação, privacidade, alimentação elétrica, chamadas de emergência e continuidade quando falham internet ou cloud. Antes da migração convém testar números, filas, transferências, identificação, fax ou equipamentos especiais e documentar reversão. O custo deve incluir licenças, conectividade, dispositivos, suporte e requisitos regulatórios.
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IaaS (Infraestrutura como serviço)
IaaS (Infrastructure as a Service ou infraestrutura como serviço) disponibiliza computação virtual, armazenamento e rede sob pedido, enquanto o fornecedor cloud opera instalações e hardware físico. O cliente normalmente gere sistemas operativos, identidades, aplicações, dados e parte da rede; a divisão exata depende do serviço. IaaS evita a compra imediata de hardware, mas não elimina arquitetura, patches, segurança, cópias ou controlo de custos. Antes da adoção devem ser avaliadas regiões, quotas, desempenho, saída de dados, licenças, registos, recuperação e saída da plataforma. Infraestrutura como código, etiquetas, orçamentos e privilégio mínimo melhoram governo. Funcionalidades de disponibilidade precisam de configuração e testes: uma máquina virtual numa região cloud não torna a aplicação automaticamente resiliente.
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PaaS (Plataforma como serviço)
PaaS (Platform as a Service ou plataforma como serviço) fornece um ambiente gerido para desenvolver, executar e escalar aplicações sem que o cliente administre diretamente toda a infraestrutura e o sistema operativo. O fornecedor pode tratar runtime, patches, capacidade e componentes integrados, enquanto o cliente mantém responsabilidades sobre código, dados, identidades, configuração e utilização segura. Os limites variam por serviço e contrato; PaaS não inclui automaticamente cópias, recuperação ou disponibilidade adequada a cada aplicação. Antes da adoção devem ser avaliados runtime suportado, observabilidade, rede, residência e exportação de dados, custos, quotas e dependência de funcionalidades proprietárias. Testes de portabilidade e recuperação, juntamente com infraestrutura e configuração versionadas, reduzem o risco de uma plataforma conveniente se tornar um ponto de bloqueio.
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SaaS (Software como serviço)
SaaS (Software as a Service ou software como serviço) é uma aplicação fornecida através da internet e gerida principalmente pelo fornecedor, normalmente por subscrição. O cliente evita operar a infraestrutura da aplicação, mas mantém responsabilidades sobre utilizadores, permissões, configuração, dispositivos, dados e conformidade. Atualizações, disponibilidade, retenção e cópias dependem do contrato e do desenho; não devem ser presumidas. Antes da adoção convém rever residência e exportação de dados, autenticação, integração, registos, recuperação, limites, portabilidade e saída. Também importa saber o que ocorre se falhar a ligação ou terminar a subscrição. O custo total inclui licenças, implementação, integrações, formação e governo, não apenas a mensalidade publicada.
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Cloud híbrida
Cloud híbrida é um modelo operacional que liga infraestrutura sob controlo privado a um ou mais serviços de cloud pública, permitindo que aplicações, dados ou gestão atravessem ambos os ambientes. Não significa que as cargas se movam livremente; a portabilidade depende da arquitetura, plataformas e desenho dos dados. Pode responder a latência, regulação, investimento existente, resiliência ou migração faseada, mas cada fronteira acrescenta complexidade de identidade, rede, monitorização e suporte. O desenho deve definir localização das cargas, conectividade, responsáveis, fluxos de dados, consistência, segurança, custo e comportamento perante falhas. Ferramentas comuns melhoram visibilidade, mas não eliminam diferenças entre fornecedores. Um modelo útil atribui uma razão a cada carga e mantém percursos de recuperação testados.
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Microsoft Azure
Microsoft Azure é uma plataforma cloud com serviços de computação, armazenamento, rede, bases de dados, identidade e gestão distribuídos por várias regiões. Funcionalidades, resiliência e preço dependem do serviço, região, nível e configuração escolhidos. A Microsoft opera a plataforma até uma fronteira acordada, enquanto o cliente mantém responsabilidades por identidades, dados, acessos, cargas, configuração e custos. Migrar um servidor para Azure não o torna automaticamente escalável, seguro ou altamente disponível. A arquitetura deve definir subscrições, proprietários, rede, registos, cópias, recuperação, quotas e saída. Integrações nativas também exigem permissões e ciclo de vida explícitos. Testes de implementação, falha, restauro e faturação validam melhor o desenho do que um estado verde do recurso.
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Migração para a cloud
Migração para a cloud move ou transforma aplicações, dados e dependências para serviços cloud. As estratégias podem incluir realojar, adaptar, substituir ou retirar, e uma carteira costuma combinar várias. Copiar uma máquina virtual não resolve arquitetura, identidade, rede, licenças, desempenho, conformidade ou custo. Antes da mudança devem inventariar-se responsáveis, fluxos, dados, dependências, linha de base e critérios de aceitação. O plano define fases, backup, sincronização, testes, transição, reversão e operação posterior. A coexistência temporária pode aumentar complexidade e despesa. Cada carga precisa de validação funcional, segurança, desempenho, recuperação e observabilidade no destino. Terminar a transferência não conclui a migração: ainda faltam reconciliação, retirada segura da origem, documentação, suporte e confirmação do resultado pretendido.
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PoE (Power over Ethernet)
PoE (Power over Ethernet) transporta dados e energia elétrica pelo mesmo cabo Ethernet para dispositivos compatíveis, como pontos de acesso, telefones IP, sensores ou câmaras. O equipamento que fornece energia é PSE e o que recebe é PD. Os padrões IEEE definem negociação e classes de potência; não basta que os conectores coincidam. Devem ser verificados padrão, potência necessária, orçamento total do switch, distância e qualidade do cabo. Um injetor pode acrescentar PoE, mas também precisa de compatibilidade. Perdas e temperatura reduzem margem, e um sistema pode falhar quando todos os equipamentos consomem em simultâneo. A validação deve medir ligação, consumo e comportamento durante reinícios ou carga máxima, não apenas confirmar que o dispositivo liga.
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Fibra ótica
Fibra ótica transporta informação como luz através de um núcleo de vidro ou plástico. Fibra monomodo e multimodo utilizam óticas, distâncias e condições diferentes, enquanto conectores, emendas, limpeza e raio de curvatura afetam o enlace completo. A palavra fibra não garante velocidade, redundância ou nível de serviço. O desenho deve definir percurso, número de fibras, conectores, orçamento ótico, transceivers, crescimento, proteção física e proprietário. Registos e etiquetas precisam de coincidir nas duas extremidades. A validação inclui inspeção, medição de perdas e, quando necessário, ensaio de traço contra a especificação escolhida. Luz de ligação apenas confirma algum sinal recebido; não prova margem, polaridade, capacidade esperada ou resistência a uma falha do percurso.
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Cablagem estruturada
Cablagem estruturada é um sistema normalizado de cabos, conectores, painéis, racks e caminhos que suporta comunicações num edifício ou campus através de uma topologia documentada. Organiza-se em subsistemas e categorias de desempenho; usar um componente de categoria elevada não certifica a ligação completa. O desenho deve considerar percursos, separação elétrica, raio de curvatura, ocupação, ligação à terra quando aplicável, PoE, crescimento e etiquetagem. Após a instalação, cada ligação é testada contra o limite e a norma relevantes, associando o relatório a um identificador. Um rack arrumado não demonstra desempenho elétrico. Plantas, inventário de portas e controlo de alterações ajudam a localizar falhas e evitam que ampliações posteriores degradem uma instalação inicialmente válida.
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Switch de rede
Um switch de rede liga dispositivos numa rede local e encaminha quadros para a porta associada ao endereço de destino. Modelos geridos podem suportar VLAN, spanning tree, agregação, QoS, PoE, autenticação e monitorização, mas estas funções dependem do modelo, licença e configuração. A capacidade anunciada não garante desempenho em qualquer cenário; portas, uplinks, tabelas, buffer, potência e padrões de tráfego também contam. O desenho deve considerar redundância sem ciclos, orçamento PoE, gestão protegida, firmware suportado e documentação de portas. Uma configuração guardada não prova que exista cópia recuperável nem que o equipamento de substituição seja compatível. A validação inclui tráfego real, falha de enlaces, alimentação e acesso de gestão. Luzes verdes indicam ligação física, não confirmam VLAN, rota ou aplicação correta.
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Largura de banda
Largura de banda é a quantidade máxima de dados que uma ligação pode transportar por unidade de tempo, normalmente expressa em Mbps ou Gbps. Descreve capacidade e não a velocidade percebida por uma aplicação. O débito real também depende de latência, perda, jitter, protocolos, congestionamento, condições Wi-Fi, servidores remotos e partilha entre utilizadores. A capacidade pode ser assimétrica e variar ao longo do percurso, pelo que um teste isolado não representa todo o dia de trabalho. O dimensionamento deve usar medições representativas, picos, percentis, crescimento e necessidades durante falhas. Qualidade de serviço pode priorizar tráfego, mas não cria capacidade. Qualquer resultado deve indicar origem, destino, horário, método e se o segmento medido era cabo, rádio ou internet.
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QoS (Qualidade de serviço)
QoS (Quality of Service ou qualidade de serviço) classifica e trata tráfego de rede segundo políticas para proteger aplicações sensíveis a atraso, perda ou jitter, como voz e vídeo. Pode marcar, priorizar, limitar ou organizar filas, conforme equipamento e percurso. QoS não cria largura de banda nem corrige um circuito saturado de forma permanente; decide que tráfego sofre primeiro quando há contenção. A política precisa de classes claras, confiança nas marcações, capacidade e aplicação coerente em todos os pontos relevantes. Prioridade excessiva para uma classe pode prejudicar outras. Antes de ativar, devem ser medidos padrões reais e estabelecido baseline. Testes sob carga e métricas por classe confirmam se latência, perda e filas melhoraram sem efeitos indesejados.
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DNS (Sistema de nomes de domínio)
DNS (Domain Name System ou sistema de nomes de domínio) traduz nomes usados por pessoas e aplicações em registos como endereços IP e localizações de serviços. A resolução pode envolver caches locais, resolvedores recursivos, servidores autoritativos e registrars, com proprietários e falhas distintos. DNS não se limita a associar um site a um endereço, e respostas em cache podem atrasar mudanças. O desenho deve documentar zonas, delegação, propriedade, TTL, acessos e recuperação. Servidores redundantes precisam de evitar falha comum se for necessária independência real. DNSSEC autentica dados assinados, mas não cifra consultas nem corrige um registo errado. Testes usam percursos internos e externos, confirmam respostas e observam expiração. Um servidor responder não prova que todos os resolvedores vejam a mesma configuração atual.
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Wi-Fi 6
Wi-Fi 6 é a designação comercial associada a IEEE 802.11ax, uma geração sem fios criada para usar melhor o espectro e servir ambientes densos. Inclui técnicas como OFDMA e MU-MIMO, mas a melhoria real depende de clientes compatíveis, canais, interferência, potência, cablagem e capacidade dos pontos de acesso. Trocar o router não garante mais velocidade em cada dispositivo nem corrige má cobertura. O desenho deve partir de requisitos, planta, densidade, aplicações e medições de rádio e também considerar segurança e roaming. Canais demasiado largos podem aumentar interferência. A validação ocorre nas áreas e dispositivos reais, verificando cobertura, capacidade, latência e estabilidade sob carga, não apenas velocidade junto do ponto de acesso.
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NAC (Controlo de acesso à rede)
NAC (Network Access Control ou controlo de acesso à rede) aplica políticas antes ou durante a ligação de utilizadores e dispositivos à rede. Pode combinar identidade, certificado, tipo de equipamento, localização e estado de segurança para atribuir acesso, colocar em quarentena ou limitar recursos. A capacidade varia entre soluções e métodos de implementação; equipamentos sem agente, dispositivos industriais e visitantes exigem fluxos próprios. NAC não substitui segmentação, gestão de identidades nem proteção do endpoint, e uma classificação errada pode bloquear operações legítimas. Antes da aplicação total convém inventariar dispositivos, testar políticas em modo de observação, definir exceções com prazo e preparar recuperação. Registos de decisão, cobertura e falsos positivos permitem avaliar se a política funciona realmente, em vez de confiar apenas no número de equipamentos registados.
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IDS / IPS (Deteção e prevenção de intrusões)
IDS (Intrusion Detection System) analisa tráfego ou atividade para identificar padrões suspeitos e gerar alertas; IPS (Intrusion Prevention System) pode também bloquear ou alterar o fluxo em linha. As funções podem coexistir no mesmo produto, mas dependem de posição, protocolos visíveis, assinaturas, comportamento e configuração. Tráfego cifrado, segmentos não monitorizados e regras desatualizadas criam pontos cegos. Um IPS mal afinado pode interromper atividade legítima, pelo que novas políticas devem ser testadas e implementadas com recuperação definida. Alertas precisam de contexto, responsável e resposta; quantidade não equivale a eficácia. A validação usa cenários controlados para confirmar visibilidade, deteção, bloqueio esperado e registos. IDS/IPS complementa firewall, endpoint e segmentação, não substitui essas camadas.
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WAF (Firewall de aplicações web)
Um WAF (Web Application Firewall) inspeciona tráfego HTTP e HTTPS para aplicar regras à frente de uma aplicação web ou API. Pode bloquear padrões conhecidos, limitar pedidos e dar visibilidade, mas não corrige código vulnerável nem compreende todos os processos de negócio. Colocação, TLS, acesso à origem e headers de proxy determinam o que consegue proteger. Regras genéricas precisam de afinação: agressividade bloqueia utilizadores e exceções permissivas criam lacunas. APIs, uploads, áreas autenticadas e clientes automáticos podem exigir políticas distintas. Registos devem apoiar resposta sem reter dados desnecessários. Validação combina testes seguros, monitorização e revisão de bypass. Um painel limpo não prova segurança nem que todo o tráfego passe pelo WAF.
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Ataque DDoS
Um ataque DDoS (negação de serviço distribuída) tenta esgotar capacidade de rede, recursos de protocolo ou funções de uma aplicação com tráfego de múltiplas origens. Nem todos os ataques produzem volume enorme; alguns exploram operações dispendiosas ou estados limitados. Um firewall local pode saturar antes de filtrar, por isso a mitigação costuma exigir coordenação com operador, rede de entrega ou serviço especializado. A preparação identifica serviços críticos, dependências, limiares, contactos e escalamento. Rate limiting, cache, distribuição e filtragem reduzem impacto, mas precisam de testes sem bloquear utilizadores legítimos. Métricas de rede, aplicação e negócio ajudam a distinguir ataque, falha e procura real. Recuperar disponibilidade não prova que a causa desapareceu nem que não exista uma intrusão paralela.
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Central telefónica virtual
Uma central telefónica virtual fornece funções de telefonia empresarial a partir de infraestrutura operada por um fornecedor, em vez de manter o controlo de chamadas num equipamento local. Pode gerir extensões, números, encaminhamento, correio de voz, filas e aplicações, conforme o plano. Terminais, acesso à internet, rede local, chamadas de emergência, portabilidade e integrações continuam a criar dependências do cliente. Estar alojada na cloud não prova qualidade nem funcionamento contínuo; a resiliência depende do fornecedor, circuitos, dispositivos e rotas alternativas. Antes da adoção devem definir-se propriedade, fronteiras de suporte, chamadas simultâneas, gravação, retenção, segurança, saída e comportamento durante falhas. Os testes cobrem entrada, saída, transferências, identificação, áudio bidirecional e recuperação. A subscrição não representa todo o custo operacional ou de migração.
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SIP (Session Initiation Protocol)
SIP (Session Initiation Protocol) é um protocolo de sinalização usado para criar, modificar e terminar sessões de comunicação IP, como chamadas de voz ou vídeo. Negocia participantes e parâmetros, enquanto o áudio costuma viajar por protocolos como RTP; sinalização bem-sucedida não garante qualidade. Uma implementação pode envolver terminais, PBX, operador, NAT, DNS e controlos de segurança com responsabilidades separadas. O desenho deve abordar autenticação, cifragem compatível, fraude, numeração, codecs, portas e comportamento em falha. SBC, firewall e políticas podem reduzir exposição, mas exigem configuração. Testes cobrem chamadas recebidas e efetuadas, transferência, identidade, áudio em ambos os sentidos, emergência quando aplicável e recuperação após perda de conectividade ou fornecedor.
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Troncal SIP
Uma troncal SIP é um serviço IP que liga a central telefónica de uma empresa a um operador para chamadas recebidas e efetuadas. SIP trata sinalização, enquanto voz normalmente usa RTP ou equivalente protegido; registo bem-sucedido não garante áudio bidirecional ou qualidade. O serviço pode depender de PBX, SBC, firewall, NAT, DNS, numeração e internet, com responsabilidades diferentes. Capacidade costuma ser expressa em chamadas simultâneas. O desenho aborda autenticação, cifragem compatível, fraude, emergência quando aplicável, apresentação de números e rotas de falha. Testes cobrem entrada, saída, transferências, identidade, codecs, áudio e recuperação após perder circuito ou operador. Custo e resiliência dependem do contrato e arquitetura concretos.
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IVR (Resposta de voz interativa)
IVR (Interactive Voice Response ou resposta de voz interativa) atende chamadas e permite ao utilizador escolher opções por voz ou teclado antes de encaminhar a chamada, consultar informação ou iniciar uma tarefa. Pode integrar-se com telefonia, CRM, filas, horários e sistemas de autenticação. Um menu longo ou sem alternativa humana aumenta abandono, por isso o desenho deve partir dos motivos reais de contacto e testar linguagem, ordem, acessibilidade e tratamento de erros. Métricas úteis incluem abandono, repetição, transferência incorreta e resolução no percurso, sempre com contexto. Gravação, identificação e tratamento de dados requerem informação e controlos adequados. Um IVR organiza o fluxo, mas não substitui capacidade de atendimento nem garante que a necessidade do cliente seja resolvida.
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CCTV (Circuito fechado de televisão)
CCTV (circuito fechado de televisão) é um sistema em que câmaras enviam vídeo para equipamentos ou serviços autorizados para visualização, gravação e gestão. Pode usar gravadores locais, NVR, armazenamento cloud ou uma combinação, e pode integrar deteção de eventos e controlo de acesso. A expressão “circuito fechado” descreve acesso restrito, não uma garantia de segurança. O desenho deve considerar cobertura, ângulo, iluminação, largura de banda, retenção, exportação, continuidade elétrica, permissões e logs. A videovigilância também envolve finalidade, base legal, informação às pessoas, acesso às imagens e prazos de conservação definidos pela organização segundo a regra aplicável. A tecnologia escolhida não substitui essa avaliação nem garante que toda a área esteja adequadamente coberta.
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NVR (Gravador de vídeo em rede)
Um NVR (Network Video Recorder ou gravador de vídeo em rede) recebe, armazena e permite consultar vídeo de câmaras IP. Pode gerir gravação contínua ou por eventos, utilizadores, exportação e análise, conforme modelo e licenças. A capacidade depende de câmaras, resolução, imagens por segundo, compressão, retenção e atividade; contar apenas terabytes pode subdimensionar o sistema. O desenho deve considerar largura de banda, discos adequados, redundância necessária, hora, permissões, cifragem e localização das gravações. Acesso remoto exige controlos próprios e não deve ficar exposto por defeito. Os testes devem confirmar reprodução, pesquisa, exportação, perda de câmara, falha de disco e recuperação. Um NVR ligado não prova que todas as câmaras gravam com qualidade e retenção esperadas.
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Câmara IP
Uma câmara IP capta vídeo digital e envia-o por uma rede Ethernet ou sem fios para um gravador, serviço ou utilizador autorizado. Pode receber energia por PoE e incluir áudio, armazenamento ou analítica, conforme modelo e licença. A utilidade da imagem depende de lente, distância, ângulo, luz, frame rate, compressão e movimento; resolução anunciada não basta. O projeto deve definir finalidade, campo de visão, retenção, acessos, largura de banda, sincronização horária e comportamento se rede ou gravador falhar. Credenciais, firmware e serviços expostos precisam de proteção. Testes devem usar cenas reais de dia e noite e confirmar gravação, pesquisa e exportação. Ligação à rede não exige exposição à internet, e imagem ao vivo não prova que o vídeo fique guardado.
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ONVIF
ONVIF é uma iniciativa da indústria que publica especificações e perfis para facilitar a interoperabilidade entre produtos de segurança física baseados em IP, incluindo câmaras, gravadores, controlo de acesso e plataformas de gestão. Cada perfil reúne funções específicas; dois produtos com indicação ONVIF podem suportar perfis ou versões diferentes e não partilhar todas as funcionalidades proprietárias. Por isso devem ser confirmados modelo, firmware, perfil e requisitos, testando vídeo, eventos, áudio, descoberta e controlo quando aplicável. A compatibilidade também não garante segurança. Continuam necessários credenciais únicas, atualizações, segmentação, cifragem suportada e desativação de serviços desnecessários. Uma prova com os equipamentos exatos reduz o risco de descobrir limitações apenas depois da compra ou da instalação no local.
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Analítica de vídeo
A analítica de vídeo utiliza software para interpretar imagens ou streams de câmaras e assinalar eventos, objetos ou padrões definidos. Funções comuns incluem cruzamento de linha, lotação, filas ou objetos abandonados, mas a capacidade varia com câmara, modelo, licença e cenário. Um alerta é uma observação probabilística, não prova de intenção ou identidade. Ângulo, luz, clima, oclusão, resolução e mudanças do espaço afetam precisão, pelo que uma demonstração noutro ambiente não basta. O projeto deve definir finalidade, tratamento lícito, retenção, revisão humana, falsos positivos aceitáveis e resposta. Testes precisam de cenas representativas de dia e noite. Mais alertas não significam melhor segurança; a utilidade depende de deteção validada e de um processo de atuação viável.
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LPR (Reconhecimento de matrículas)
LPR (License Plate Recognition), também designado ANPR em alguns mercados, utiliza câmaras e processamento de imagem para localizar uma matrícula e convertê-la em texto pesquisável. Pode apoiar acessos, estacionamento, investigação e registo quando integrado com o sistema adequado. A precisão varia com ângulo, distância, velocidade, luz, clima, estado e formato da matrícula, pelo que uma percentagem de laboratório não é garantia local. O desenho deve cobrir posição da câmara, listas, exceções manuais, retenção, auditoria e falhas de leitura. Matrículas podem constituir dados pessoais e exigem finalidade, acessos e retenção apropriados. Os testes devem usar veículos e condições representativas e medir leituras perdidas e correspondências incorretas antes de automatizar barreiras ou alertas.
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Controlo de acessos
Um sistema de controlo de acessos administra quem pode entrar ou utilizar um espaço físico, em que zonas e horários, através de credenciais como cartões, telemóveis, códigos ou biometria. Normalmente combina leitores, controladores, fechaduras, sensores e software, mas a autorização depende da identidade e das regras configuradas. Não impede por si só que duas pessoas passem juntas nem substitui procedimentos para visitantes e emergências. O desenho deve considerar saída segura, evacuação, perda de credenciais, alimentação, funcionamento sem rede, registos e proteção de dados. As permissões precisam de responsável, validade e revisão periódica. Os testes devem verificar acessos permitidos e negados, alarmes, abertura de emergência e recuperação após falhas, e não apenas se o leitor reconhece um cartão.
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Biometria
Biometria reconhece ou verifica uma pessoa através de características físicas ou comportamentais, como impressão digital, rosto, íris ou voz. O sistema compara uma amostra com um modelo e produz uma probabilidade, não uma certeza absoluta. Qualidade do sensor, ambiente, população e limiar afetam falsos aceites e rejeições. Ao contrário de uma palavra-passe, uma característica biométrica não é facilmente substituída se o modelo for comprometido. A implementação deve justificar finalidade, base aplicável, minimização, retenção, proteção do modelo, alternativa para exceções e revisão humana. Deteção de vivacidade pode reduzir alguns ataques, mas também tem limites. Testes devem usar condições e utilizadores representativos, medir erros e confirmar revogação. Conveniência não elimina riscos de privacidade, acessibilidade ou indisponibilidade.
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RFID (Identificação por radiofrequência)
RFID (identificação por radiofrequência) identifica objetos ou credenciais etiquetados através de ondas de rádio. Uma solução combina etiquetas, leitores, antenas e software e pode usar frequências, alcances e velocidades diferentes. Etiquetas passivas obtêm energia do leitor; ativas incorporam fonte própria. RFID pode apoiar acesso, inventário e rastreabilidade, mas detetar uma etiqueta não prova identidade ou localização sem controlos de processo. Metal, líquidos, orientação e interferência afetam leituras. Segurança varia: um identificador pode ser observado ou copiado se não existir autenticação adequada. Um piloto deve testar etiquetas, ambiente, colisões, exceções, integração e reconciliação com o sistema que mantém o dado mestre. Mais leituras não significam inventário correto se o processo físico não estiver controlado.
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Qualidade do ar interior (IAQ)
Qualidade do ar interior (IAQ) descreve condições dentro de um edifício que podem afetar conforto, saúde e atividade, incluindo ventilação, dióxido de carbono, partículas, humidade, temperatura e compostos voláteis. Uma leitura de sensor é um indicador, não um diagnóstico: colocação, calibração, ocupação, ar exterior e método do equipamento influenciam o resultado. O dióxido de carbono pode ajudar a avaliar ventilação em espaços ocupados, mas não representa todos os poluentes. Um programa IAQ deve definir objetivo, locais, intervalo de amostragem, critérios aplicáveis, manutenção e responsável pelos alertas. Tendências e medições de confirmação são mais úteis do que um valor isolado. Ações corretivas devem considerar o edifício e o HVAC; questões de saúde ou conformidade exigem avaliação profissional competente.
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HVAC (Climatização)
HVAC reúne aquecimento, ventilação e ar condicionado para controlar condições interiores como temperatura, renovação do ar, humidade e conforto. O sistema pode incluir produção térmica, unidades de tratamento, condutas, ventiladores, sensores, controlo e alimentação, com responsabilidades diferentes. Climatização não equivale apenas a arrefecer: ventilação, filtragem, pressões e cargas do espaço influenciam o resultado. O desempenho depende do projeto, ocupação, manutenção, envolvente e clima exterior; um valor no termóstato não demonstra qualidade do ar ou eficiência. A operação deve definir horários, limites, alarmes, calibração, filtros e resposta a falhas. Tendências de energia e condições, juntamente com inspeção competente, ajudam a identificar desvios sem atribuir automaticamente a causa a um único equipamento.
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Sensor de CO₂
Um sensor de CO₂ mede a concentração de dióxido de carbono no ar e pode ajudar a observar ventilação em espaços ocupados. O valor é um indicador parcial, não uma medição completa da qualidade do ar nem prova direta de risco infeccioso. Precisão depende de tecnologia, calibração, localização, altura, fluxo, ocupação e manutenção. Colocá-lo junto a uma pessoa, janela ou insuflação pode distorcer leituras. O projeto deve definir objetivo, intervalo, registo, alarmes, responsável e ação prevista, usando critérios aplicáveis ao edifício e atividade. Comparar dispositivos sem verificar calibração pode induzir decisões erradas. A validação inclui referência, resposta a mudanças de ocupação e falhas de comunicação. Um painel verde no sistema não prova que o sensor esteja bem colocado ou a medir corretamente.
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IA generativa
IA generativa descreve modelos que produzem texto, imagens, código ou outros conteúdos a partir de instruções e contexto. A saída é probabilística e pode ser plausível mas incorreta, incompleta ou derivada de dados inadequados. O modelo não conhece automaticamente políticas internas nem confirma factos. Antes de uso empresarial devem definir-se finalidade, dados permitidos, revisão humana, direitos, retenção, segurança, fornecedores e resposta a erros. Informação sensível não deve ser enviada sem base e controlos apropriados. Integração com ferramentas pode ampliar impacto porque uma resposta passa a executar ações. A validação usa casos representativos, mede qualidade, risco e custo e mantém rastreabilidade proporcional. Automatizar geração não transfere responsabilidade; decisões relevantes precisam de supervisão, critérios e alternativa quando o serviço falha.
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LLM (Grande modelo de linguagem)
Um LLM (Large Language Model ou grande modelo de linguagem) é um modelo treinado para prever e gerar sequências de linguagem a partir de grandes conjuntos de dados. Pode resumir, classificar, extrair ou criar texto e código, mas a resposta é probabilística e pode conter factos inventados, vieses ou instruções inseguras. O modelo não consulta automaticamente uma fonte atual nem compreende responsabilidade empresarial. Uso adequado define dados permitidos, contexto, revisão humana, avaliação, retenção, fornecedores e limites de ação. Acrescentar pesquisa ou ferramentas pode melhorar utilidade e também ampliar impacto. Testes devem usar casos representativos e medir erro, segurança, latência e custo. Fluência não é prova de verdade; resultados importantes precisam de evidência verificável e alternativa quando o modelo falha.
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RPA (Automatização robótica de processos)
RPA (Robotic Process Automation ou automatização robótica de processos) utiliza bots de software para executar ações repetitivas e baseadas em regras em interfaces ou APIs, como copiar dados, validar campos ou gerar resultados de rotina. Funciona melhor em processos estáveis, com volume e decisões explícitas; entradas ambíguas ou aplicações que mudam frequentemente aumentam manutenção e falhas. Automatizar um processo deficiente pode multiplicar erros, pelo que o fluxo deve ser simplificado e controlado primeiro. Em produção são necessários gestão de credenciais, privilégio mínimo, registos, filas de exceção, monitorização, versões e um responsável pelo processo. A automação por interface tende a ser mais frágil do que uma API suportada. Deve existir recuperação manual e os benefícios precisam incluir custo de manutenção e casos não processados.
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Machine learning
Machine learning é uma área da inteligência artificial em que modelos identificam padrões em dados para classificar, prever, recomendar ou gerar resultados sem programar manualmente cada regra. O modelo aprende durante o treino, mas não “compreende” o problema como uma pessoa e pode reproduzir erros ou enviesamentos dos dados. A qualidade depende do objetivo, conjunto de treino, variáveis, validação e monitorização depois da implementação. Uma métrica elevada num teste não garante bom desempenho em dados novos nem em todos os grupos. Antes de usar machine learning convém definir decisão, responsável, privacidade, explicabilidade, tolerância ao erro e alternativa manual. Mudanças nos dados podem degradar o resultado, pelo que versões, sinais de drift e critérios de retirada devem ficar documentados.
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RMM (Monitorização e gestão remota)
RMM (Remote Monitoring and Management ou monitorização e gestão remota) é uma plataforma para observar e administrar equipamentos, servidores ou redes com agentes e integrações. Pode inventariar, alertar, executar scripts, distribuir mudanças e apoiar suporte, conforme produto e permissões. O acesso privilegiado concentra risco: identidade, MFA, funções, aprovação, registo e isolamento devem ser desenhados com cuidado. Um agente instalado não garante telemetria recente nem cobertura completa. Automações precisam de testes, limites, lotes e reversão porque um erro pode propagar-se. O processo deve distinguir saudável, sem alertas, desligado e desconhecido. Inventário RMM precisa de reconciliação com fontes autorizadas e baixas. A eficácia valida-se com falhas controladas, receção de alertas e resposta, não por quantidade de painéis verdes.
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Active Directory
Active Directory é o serviço de diretório da Microsoft usado para organizar identidades, computadores, grupos e políticas em domínios Windows. A autenticação depende de componentes como controladores de domínio, DNS, tempo e replicação; uma consola acessível não prova que todos funcionem corretamente. Grupos e políticas simplificam administração, mas privilégios herdados, contas antigas ou relações de confiança podem ampliar impacto. A operação deve separar funções administrativas, proteger credenciais, rever contas de serviço, manter cópias adequadas e monitorizar alterações sensíveis. Replicar controladores oferece disponibilidade, não substitui recuperação nem elimina corrupção lógica. Testes devem incluir início de sessão, políticas, DNS, replicação e restauração autorizada. Inventário, proprietários e ciclo de vida das contas são essenciais porque o diretório costuma ser uma dependência central de outros serviços.
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ITIL
ITIL é um conjunto de orientações para gerir produtos digitais e serviços IT através de princípios, práticas e melhoria contínua. Abrange incidentes, pedidos, mudanças, problemas, níveis de serviço e configuração, mas não é um mapa obrigatório de processos nem um produto de software. Cada organização seleciona e adapta práticas ao seu contexto em vez de implementar toda a terminologia. Uma adoção útil começa por resultados, papéis, fluxos de valor e evidência de onde o trabalho espera ou falha. As métricas devem refletir experiência e resultado de negócio, não apenas rapidez do ticket. Uma ferramenta apresentada como compatível com ITIL não demonstra responsabilidades eficazes. A revisão contínua deve equilibrar controlo e fluidez, pois aprovações excessivas também reduzem valor.
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Gestão de patches
Gestão de patches identifica, avalia, testa, distribui e verifica atualizações de sistemas operativos, aplicações, firmware e dispositivos. Instalar tudo imediatamente nem sempre é seguro, mas adiar sem critério mantém a exposição; a prioridade deve considerar gravidade, exploração, importância do ativo, dependências e controlos compensatórios. Inventário e estado de suporte são pré-requisitos, porque uma consola apenas informa sobre equipamentos que conhece e consegue contactar. O processo define responsáveis, janelas, cópias, piloto, exceções, reversão e tratamento de falhas. Algumas alterações exigem reinício ou requisitos prévios e podem afetar compatibilidade. A validação confirma a versão instalada e o funcionamento do serviço, não apenas a conclusão da tarefa. As métricas devem separar pendentes, excluídos, falhados e não observados.
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ISO 27001
ISO/IEC 27001:2022 é uma norma internacional com requisitos para estabelecer, implementar, manter e melhorar um sistema de gestão de segurança da informação. A abordagem parte do contexto, partes interessadas e riscos da organização e abrange pessoas, processos e tecnologia. Implementar a norma não equivale automaticamente a obter certificação. Um certificado deve ser verificado quanto a entidade, âmbito, versão, organismo emissor e validade; também não garante ausência de incidentes. O sistema precisa de liderança, política, avaliação e tratamento de riscos, objetivos, competências, operação, medição, auditoria e melhoria. Os controlos selecionados devem ser justificados no contexto, não copiados como lista universal. A aplicabilidade e versão atual devem confirmar-se em fontes oficiais, e uma definição resumida não substitui a norma nem uma avaliação competente.
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PCI DSS
PCI DSS (Payment Card Industry Data Security Standard) define requisitos técnicos e operacionais para proteger dados de contas de pagamento em ambientes que os armazenam, processam ou transmitem, podendo também abranger prestadores capazes de afetar a sua segurança. O âmbito parte dos fluxos e sistemas ligados, não de uma lista genérica. Inclui controlos de rede, configuração, acesso, vulnerabilidades, registos, testes e políticas. Conformidade não elimina risco nem substitui outras obrigações. A forma de validação depende do papel da entidade e de requisitos de marcas de pagamento ou adquirentes. Reduzir dados, segmentar e conservar evidência facilita avaliação, mas cada exclusão precisa de justificação e revisão. A aplicabilidade deve ser confirmada com fontes oficiais e as partes competentes.
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