Glossário IT

RPO e RTO

RPO (Recovery Point Objective) e RTO (Recovery Time Objective) são os dois objetivos com que uma empresa decide quantos dados aceita perder e quanto tempo pode esperar após uma falha. O RPO mede a perda de dados aceitável; o RTO, o tempo de paragem aceitável.

RPO (Recovery Point Objective) e RTO (Recovery Time Objective) são os dois objetivos com que uma empresa decide quantos dados aceita perder e quanto tempo pode esperar após uma falha. O RPO mede a perda de dados aceitável; o RTO, o tempo de paragem aceitável.

Como funciona

O RPO exprime-se como um intervalo de tempo: a distância máxima aceitável entre o último ponto recuperável e o momento do incidente. Se o RPO de um sistema for de uma hora, a cópia ou a réplica tem de ser feita, no mínimo, com essa frequência.

O RTO é também um intervalo: o tempo que pode decorrer entre a interrupção e o momento em que o processo volta a um nível de serviço aceitável. Inclui diagnosticar, restaurar, verificar e reabrir o serviço aos utilizadores, e não apenas copiar dados de volta.

Ambos se definem por processo de negócio, não por ferramenta. A faturação, o correio eletrónico, a produção e um arquivo de documentos antigos têm impactos diferentes e, por isso, objetivos diferentes. Para os definir, parte-se do impacto de uma paragem, das dependências entre sistemas e da capacidade real de restauro.

Exemplo

Exemplo ilustrativo, com valores inventados. Uma empresa de distribuição faz a cópia de segurança do ERP de faturação todas as noites às 02:00. Se o servidor falhar às 16:00, perde-se tudo o que foi feito desde as 02:00: catorze horas de operações, e no pior momento do dia seriam quase vinte e quatro. A administração decide que, no máximo, consegue refazer uma hora de trabalho, pelo que esse sistema precisa de cópias ou réplicas muito mais frequentes.

Num teste de restauro cronometrado, recuperar o ERP demora nove horas, mas a empresa só pode estar quatro sem faturar. O RTO medido não cumpre o objetivo: é preciso mudar o método de recuperação ou rever o objetivo com dados reais. Já o arquivo de documentos antigos pode ter um RPO e um RTO de vários dias sem que o negócio o sinta.

Erros frequentes

Uma cópia concluída com sucesso não prova nem o RPO nem o RTO: só um restauro de teste medido o faz. Definir um único valor para toda a empresa também não funciona. E, antes de aceitar um objetivo por escrito, convém perguntar a qualquer fornecedor o que se mede, desde quando e como se verifica.

Quando chamar um especialista

Convém pedir ajuda quando não está claro que sistemas param o negócio, quando ninguém cronometrou alguma vez um restauro, quando um cliente, uma seguradora ou uma auditoria pedem evidências de continuidade, ou quando a infraestrutura mudou (cloud, Microsoft 365, uma nova instalação) e os objetivos não foram revistos.

Um especialista ajuda a ordenar os sistemas por impacto, a traduzir os objetivos numa política de cópias e a confirmar, com restauros de teste, que são cumpridos. Na Impulso Tecnológico trabalhamos em diagnóstico, controlos técnicos e formação: conheça os nossos serviços geridos, o guia de cópias de segurança na nuvem para empresas ou conte-nos o seu caso.

Saber mais

Termos relacionados do glossário: a regra de cópias 3-2-1, o backup imutável, o disaster recovery e o plano de continuidade de negócio.

Fonte oficial (em inglês): o guia NIST SP 800-34 Rev. 1, sobre planeamento de contingência, e as definições de RPO e RTO no glossário do NIST.

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